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segunda-feira, 27 de dezembro de 2021

NASA LANÇA JAMES WEBB, SEU MAIOR TELESCÓPIO

Na manhã do último sábado (25) foi lançado da base de lançamento tropical da Agência Espacial Europeia (ESA) na Guiana Francesa, o telescópio espacial James Webb da Nasa, considerado o sucessor do Hubble e o principal e melhor observatório de ciências espaciais da próxima década.


James Webb - Crédito: Wikimedia

Ele tem um espelho primário de 6,5 metros de diâmetro - três vezes o tamanho do espelho do Hubble. Esse espelho é composto por 18 segmentos hexagonais de metal berílio revestido de ouro e é 100 vezes mais sensível do que o Hubble.

Um maior diâmetro no espelho significa maior área de coleta de luz, consequentemente possibilitando observar objetos a maiores distâncias, uma captura do passado, o cosmos de apenas 100 milhões de anos após o Big Bang. Para fins comparativos, o Hubble consegue captar imagens de galáxias a cerca de 400 milhões de anos após o Big Bang - que se deu a cerca de 13,8 bilhões de anos.

James Webb operará principalmente no espectro infravermelho, permitindo observar através de nuvens de gás e poeira onde as estrelas estão nascendo. 

O telescópio tem mais de 6,3 toneladas, custou quase US$ 9 bilhões e ficará numa órbita solar a cerca de 1,6 milhão de quilômetros da Terra (quatro vezes mais longe do que a lua), mantendo um alinhamento com o planeta. 

Dentre tantas missões, deve desvendar segredos de buracos negros e exoplanetas promissores com suas instigantes atmosferas.

Parabéns a NASA e a todos envolvidos. 

Agora vamos aguardar para 'viajar ao passado' e nos surpreender com descobertas. 


Pesquisa: Miguel Souto


segunda-feira, 19 de abril de 2021

PRIMEIRO VOO EM MARTE! - DIA HISTÓRICO NA ASTRONOMIA

Hoje é um dia histórico na astronomia! Pela primeira vez conseguimos fazer um objeto de quase 2 kg voar em Marte!

Trata-se do pequeno helicóptero Ingenuity, que chegou em Marte acoplado ao robô Perseverance em 18 de fevereiro deste ano. 




Ingenuity - Crédito: NASA /  Arte: Miguel Souto

Ele tem painéis solares, e além de todos os desafios superados na viagem e pouso, e de problema crítico no software, conseguiu até agora superar os mais de 80 graus negativos da superfície marciana.

Hoje Ingenuity alçou voo a 3 metros de altura e, após quarenta segundos, pousou suavemente. 

Esse voo é um feito extraordinário, pois o ar marciano tem uma densidade equivalente a apenas 1% da atmosfera da Terra. Por causa disso a velocidade das hélices foi muito superior àquelas dos helicópteros na Terra.

O objetivo do helicóptero é testar tecnologia nova, demonstração de tecnologia. É possível voar em Marte? Sim! Além disso, claro, ele tira algumas fotos da superfície.

Ontem em Marte, quando Ingenuity levantou voo, a temperatura era cerca de 3 graus negativos.

A NASA prevê até cinco voos.

Parabéns a NASA e a todos envolvidos! Voar em outro planeta é possível e maravilhoso! 


Pesquisa, texto e arte gráfica: Miguel Souto

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2021

PERSEVERANCE EM MARTE E MAIS DUAS MISSÕES

Ontem, quinta-feira (18) o rover Mars Perseverance pousou em Marte, depois de sete meses de viagem e procedimentos arriscados para pouso, um feito extraordinário.


PRIMEIRA IMAGEM PERSERVERANCE - NASA


Um pouco sobre os chamados "sete minutos de terror": 


* A cerca de 130 km da superfície de Marte, o rover entrou na atmosfera a uma velocidade de 20.000 km/h e seu escudo de calor atingiu temperatura de 1.300 °C.


* Com 11 km de altitude e ainda a 1.500 km/h o paraquedas de 21 metros de diâmetro foi aberto reduzindo a velocidade do dispositivo para cerca de 300 km/h.


* Depois que o escudo térmico se soltou, um mecanismo tecnológico novo chamado "Terrain Relative Navigation" (NRT) verificou em tempo real a superfície com mapas gravados em seu sistema, evitando áreas perigosas.


* Numa altitude de 2 km, o veículo da NASA se desprendeu do escudo traseiro e do paraquedas, ativando seus oito motores, desacelerando ainda mais. 


* A cerca de 20 metros do solo, e numa velocidade menor que 3 km/h, o rover desceu suspenso por cabos, um sistema de polias ("skycrane").


* Por fim, desdobrou suas rodas, os cabos foram cortados, o estágio de descida se afastou e o rover pousou.



GRÁFICO SEQUÊNCIA DE POUSO - NASA


Qualquer falha numa dessas complexas etapas seria o fim da missão. Todos da Nasa e envolvidos na missão merecem reconhecimento pelo grandioso feito. 


O rover pousou na cratera Jezero, numa região chamada de Isidis Planitia. Há bilhões de anos, segundo cientístas, essa cratera foi inundada pela água, por isso a escolha, objetivando procura por vestígios de vida.


Lançado em julho do ano passado, o robô irá coletar amostras, observar a geologia, transformar dióxido de carbono em oxigênio e ainda lancará um pequenino helicóptero (Ingenuity) para melhor mapeamento da superfície.


Outras missões para Marte:


Antes do Perseverance, chegou ao planeta vermelho na última terça-feira (09/01), a missão Hope, que foi enviada pelos Emirados Árabes Unidos, a primeira de um país árabe. Ela ficará somente em órbita.


A outra missão de sucesso foi a Tianwen-1 da China, que chegou a Marte um dia após a Hope. Ela também está orbitando Marte.


Parabéns a todas as Agências, empresas e pessoas envolvidas nessas três missões de sucesso. Parabéns aos Emirados Árabes, a China e claro, Estados Unidos. 


Marte será em breve nossa segunda casa e claro, até lá há muito a se desvendar e a se surpreender. 


Texto e pesquisa: Miguel Souto


terça-feira, 27 de outubro de 2020

SONDA TOCA EM ASTEROIDE / NASA ENCONTRA MOLÉCULAS DE ÁGUA NA LUA

SONDA TOCA EM ASTEROIDE

CONTACT - NASA

Após quatro anos e um percurso de dois bilhões de km, a sonda americana Osiris-Rex entrou brevemente em contato com o asteroide Bennu, segundo a Nasa, nesta terça-feira, dia 20.

Depois de lançar nitrogênio comprimido na superfície de Bennu, o braço mecânico recolheu partículas com menos de 2 centímetros de diâmetro levantadas pelo impulso, acumulando, teoricamente, pelo menos 60 gramas de material durante esses poucos segundos (segundo a NASA um problema detectado posteriormente no compartimento de amostras que não se fechava fez com que perdessem muitas amostras).

Em março de 2021, a sonda começará sua longa viagem de volta à Terra. O lançamento do contêiner que transportará as amostras está programado para 24 de setembro de 2023.

Bennu é um asteroide Apollo descoberto pela LINEAR em 1999 com um diâmetro de aproximadamente 493 metros e viajando a uma velocidade média de 101.388 quilômetros por hora. Tamanha a precisão e dificuldade em se aproximar e tocar num objeto como esse; mérito a todos que trabalham nessa missão na NASA.


NASA ENCONTRA MOLÉCULAS DE ÁGUA NA LUA


Ilustration - NASA

Moléculas de água foram detectadas na Cratera Clavius, na face da Lua iluminada pelo Sol, através do Observatório Estratosférico de Astronomia Infravermelha (SOFIA), da NASA, uma aeronave Boeing 747SP modificada com um telescópio infravermelho. O comunicado foi divulgado nesta segunda-feira (26).

Esse anúncio é relevante por que até hoje nunca havia sido possível confirmar quimica e terminantemente se as moléculas identificadas na superfície lunar eram água (H2O) ou hidroxila (OH) e o estudo aponta que pode existir água congelada nas crateras menores nunca iluminadas pelo Sol. Isso pode favorecer a colonização da Lua, afinal a água, ao ser decomposta em hidrogênio e oxigênio, pode ser usada para abastecimento das estações espaciais, servindo de combustível, além de fornecer atmosfera para base lunar.

Vale ressaltar que essas moléculas não estão interagindo entre si, estão separadas dentro dessas estruturas rochosas, e o total detectado corresponde a 350 mililitros presa em um metro cúbico de solo. Apesar das hipóteses, não se sabe como essas moléculas permanecem num ambiente sem atmosfera e com temperatura extrema. 

Parabéns a NASA pela missão robótica no asteroide e pela grande descoberta.


Imagens: NASA

Texto e pesquisa: Miguel Souto


terça-feira, 15 de setembro de 2020

ARTIGO CIENTÍFICO REVELA GÁS EM VÊNUS QUE PODE TER ORIGEM BIOLÓGICA

 

Vênus / NASA

Um grupo de cientistas liderados por Jane Greaves, professora da Universidade de Cardiff, no Reino Unido, publicou um artigo científico na revista "Nature" que revela presença de gás fosfina na atmosfera de Vênus.

A descoberta é impressionante por que a fosfina no planeta Terra é produzida por micróbios anaeróbicos (que não necessitam de oxigênio) ou pela atividade industrial. Isso sugere que pode haver vida microbiana na atmosfera do planeta vizinho ou o gás tem origem ainda desconhecida.

Vénus tem uma atmosfera muito densa, constituída principalmente de dióxido de carbono. A massa atmosférica é 93 vezes a da atmosfera da Terra, e a pressão na superfície do planeta é 92 vezes aquela na superfície da Terra. 

A temperatura na superfície do planeta ultrapassa os 450 graus Celsius, impossibilitando qualquer sobrevivência, porém em determinada altitude a temperatura média é de 30 graus Celsius, e embora repleta de gás tóxico nas nuvens, há possibilidade de vida microbiana, os chamados extremófilos.

O estudo foi realizado a partir de dois telescópios, um no Havaí (EUA) e outro no Chile.

Carl Sagan, acredito, o maior divulgador científico do século passado, já mencionava sobre a possibilidade de vida nas nuvens de Vênus. Talvez estivesse certo, muito à frente do seu tempo. 

Apesar de não termos nenhuma confirmação sobre a fonte desse gás, futuramente poderemos prova-la, e se realmente for biológica, será a maior notícia já divulgada: uma segunda origem da vida, e num planeta considerado inóspito e esquecido.

Parabéns aos cientistas e aguardaremos novos dados e possíveis missões não tripuladas.

Texto e pesquisa: Miguel Souto


quinta-feira, 30 de julho de 2020

NASA LANÇA ROVER PERSEVERANCE PARA MARTE

A Nasa lançou hoje, dia 30 de julho, a partir do cabo Canaveral, na Flórida, o rover Perseverance com destino ao planeta vermelho.

A duração da viagem será de sete meses, serão quase 480 milhões de quilômetros até a chegada.

A previsão de chegada é dia 18 de fevereiro de 2021. 

LANÇAMENTO PERSEVERANCE. CRÉDITOS: NASA
LANÇAMENTO PERSEVERANCE. CRÉDITOS: NASA


O objetivo é o estudo das possibilidades de atividade biológica passada em Marte, inicialmente numa cratera chamada de Jezero, formada há quase 3,8 bilhões.

O novo rover, que tem três metros de comprimento e pesa uma tonelada, se comparado ao Curiosity - que chegou por lá em 06 de agosto de 2012 - é mais inteligente e pode percorrer de modo autônomo 200 metros por dia. 

E há junto ao rover um pequeno helicóptero de 1,8 kg chamado Ingenuity. Com ele a Nasa planeja mapear de perto o terreno com suas 19 câmeras. É a primeira vez que um equipamento desse tipo é enviado à Marte. 

Ainda há um instrumento chamado MOXIE que irá produzir oxigênio com base na atmosfera de dióxido de carbono.

A NASA também planeja coletar amostras de rochas em tubos e, em futuras missões, recuperá-las para análises mais detalhadas na Terra. 

Parabéns a toda equipe da NASA, ESA e a todos que contribuíram para essa maravilhosa missão, inclusive alguns brasileiros.

Texto e pesquisa: Miguel Souto

quarta-feira, 28 de novembro de 2018

SONDA INSIGHT POUSA EM MARTE!

DESIGN INSIGHT
FONTE: NASA
Na tarde desta segunda-feira (26) a sonda InSight pousou em Marte, sob forte comoção dos cientistas no JPL (Laboratório de Propulsão a Jato), em Pasadena, Califórnia.

A InSight foi lançada há quase sete meses, percorreu 482 milhões de km, atingindo velocidade de 19.800 km/h. 

Para pousar em segurança, foi necessário reduzir sua velocidade para 8 km/h num intervalo de sete minutos, enfrentando ainda uma temperatura de 1.500 graus Celsius, liberando seu paraquedas de quase 12 metros de diâmetro. Finalmente a sonda liberou o paraquedas, acionando um retrofoguete. 



Imagem capturada minutos após o pouso da InSight.
NASA's InSight Mars lander acquired this image using its robotic arm-mounted, Instrument Deployment Camera (IDC).
Fonte: NASA

Dentre os equipamentos da sonda podemos destacar: um sismômetro, que detecta movimentos ou vibrações no solo para analisar diâmetro das camadas do interior do planeta, um sensor térmico a ser instalado cinco metros abaixo da superfície para determinar em que proporção o solo libera o calor.

Este é o primeiro pouso em Marte desde a chegada do Curiosity em 2012, completando no total, oito aterragens de sucesso da NASA.

A missão durará um ano marciano, ou seja, até o fim de 2020. O objetivo é esclarecer a formação de Marte e recolher informações que possam ajudar as futuras missões tripuladas ao planeta previstas para a década de 2030.

Há, junto com a sonda havia também dois satélites que enviaram dados de telemetria e transmitiram imagens.

O nome InSight significa "Interior Exploration Using Seismic Investigations, Geodesy and Heat Transport" ou "Exploração do interior de Marte usando investigações sísmicas, geodésica e transporte de calor".

Parabéns a todos os envolvidos nessa bela e nobre missão. Aterrar em Marte é uma tarefa muito arriscada e requer tempo, paciência, empenho, técnica, precisão e talento, aliados a alta tecnologia, afinal todas as etapas e equipamentos devem funcionar perfeitamente. 

Mais uma missão para abrir caminhos para a humanidade viver em dois mundos!


Texto e pesquisa: 
Miguel Souto


quinta-feira, 26 de julho de 2018

DESCOBERTA EVIDÊNCIAS DE LAGO NO SUBSOLO MARCIANO

MARS - FONTE NASA


Nesta quarta-feira (25), a Agência Espacial Europeia anunciou uma grandiosa descoberta: evidências de água em estado líquido no subsolo de Marte. Isso foi possível  devido a nova técnica aplicada na análise de sinais de um radar dos instrumentos da nave Mars Express.

A água líquida foi encontrada abaixo de uma camada de gelo, próxima ao Polo Sul de Marte. Considerando a baixa pressão e a baixa temperatura no planeta, a água líquida só seria possível teoricamente no subsolo, e esta se encontra a 1,5 km de profundidade.

Segundo cientistas, trata-se de um lago com 20 quilômetros de diâmetro, uma temperatura de dez graus abaixo de zero e alta concentração de sais.

A detecção foi possível graças ao instrumento "Mars Advanced Radar for Subsurface e Ionosphere Sounding (Marsis)" que envia pulsos de radar capazes de penetrar a superfície e as calotas, medindo assim a propagação das ondas de rádio e devolvendo esses dados para a Mars Express. 



MARS - FONTE: SPACETODAY

Os cientistas analisaram a composição através dos dados coletados entre maio de 2012 e dezembro de 2015, obtendo 29 conjuntos de amostragem do radar. Logo perceberam um ponto em que havia  uma mudança muito acentuada do sinal propagado (praticamente igual a de lagos do Ártico e da Antártida). 

Apesar da água muito salgada, há agora a possibilidade real de encontrarmos vida em Marte, afinal extremófilos em condições similares conseguem sobreviver na Terra.

Restam maiores informações e verificações, porém essa é uma notícia maravilhosa. Até hoje foi constatado apenas água em estado gasoso e sólido nos polos e vestígios de H2O num passado longínquo. 

Vamos aguardar novas notícias e uma futura missão! 

Parabéns a NASA, ESA, Instituto Polar Norueguês, Universidade de Bolonha e todos envolvidos.

Texto e pesquisa: Miguel Souto

sexta-feira, 15 de setembro de 2017

FIM DA GRANDIOSA MISSÃO CASSINI

Hoje, dia 15 de setembro, a Cassini mergulhou na atmosfera densa de Saturno, queimado-se, poeticamente tornando-se parte do gigante gasoso. A equipe tomou essa decisão para não ocorrer possível contaminação biológica das luas do planeta.

Lançada em 15 de outubro de 1997, em Cabo Canaveral, a Cassini entrou em órbita de Saturno em julho de 2004, quase 7 anos depois.

Para atingir maior velocidade, o chamado "empurrão gravitacional", a nave sobrevoou Vênus duas vezes (em abril de 1998 e em junho de 1999), a Terra (em 1999) e Júpiter (em 2000).

Em dezembro de 2004 a sonda europeia Huygens separou-se do orbitador Cassini pousando em Titan, a maior Lua de Saturno, em janeiro de 2005.

Veja o vídeo desse incrível feito abaixo.

Créditos do vídeo: VideoFromSpace e NASA

Foram 22 órbitas nesse percurso final da sonda - "Grand Finale"-, com uma semana cada, passando por entre seus anéis, atingindo 122 mil quilômetros por hora, cerca de 34 Km/s! 

Dados como composição, estrutura da atmosfera, massa, idade dos anéis foram colhidos nessa última etapa e ainda serão analisados.

Dentre as diversas descobertas relevantes realizadas pela missão Cassini, podemos destacar o oceano global no satélite gelado Encélado e o mar de metano na Lua Titan, que possui atmosfera semelhante à da Terra primitiva.

Parabéns a todos envolvidos na grande missão Cassini! Um projeto audacioso e executado magistralmente, trazendo grande número de dados relevantes e imagens espetaculares. A Cassini fará falta. Breve esperamos retornar!

Texto e pesquisa: Miguel Souto

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017

SETE EXOPLANETAS DESCOBERTOS - ROCHOSOS E POTENCIALMENTE HABITÁVEIS

TRAPPIST
Crédito da imagem: TheStar

Uma ótima notícia astronômica foi propagada nesta semana pela NASA: sete exoplanetas rochosos similares a nossa Terra foram descobertos!

Eles estão a cerca de 39 anos-luz de distância (ou 387 trilhões de quilômetros), na constelação de Aquário e orbitam a estrela anã-vermelha TRAPPIST-1.

Eles forem apelidados de b, c, d, e, f, g e h. Os maiores exoplanetas, o primeiro e o sexto (b e g, por ordem de proximidade da estrela) são apenas 10% maiores que a Terra.  Já os exoplanetas 'd' e 'h' são 25% menores que nosso planeta.

As análises preliminares indicam que as temperaturas na superfície de pelo menos seis deles variam entre 0°C e 100°C.

O quarto, o quinto e o sexto planeta, segundo os cientistas, são os que tem maior chance de abrigar vida, pois estão na zona habitável, com possível água em estado líquido. A maior aposta, entretanto, é para o TRAPPIST-1f, se efetivamente possuir atmosfera e efeito estufa. Ele tem órbita de nove dias e recebe luz semelhante a Marte. Os períodos orbitais destes exoplanetas são surpreendentemente curtos: de 1,5 a 13 dias.



TRAPPIST-1f
Crédito da imagem: Space

Devido a força enorme de maré, eles têm rotação sincronizada, uma face permanentemente voltada para sua estrela hospedeira, ficando uma metade na escuridão total e outra metade exposta a luz. A única região habitável seria a intermediária, apesar dos ventos ciclônicos em decorrência das abruptas e vertiginosas diferenças térmicas.

O autor principal do estudo é o astrofísico belga Michaël Gillon da Universidade de Liège - Bélgica, que com sua equipe, em maio de 2016 descobriu três exoplanetas desse sistema.  Agora, com dados do telescópio espacial Spitzer e do Telescópio Liverpool, no Reino Unido, identificaram os demais. Mas como eles conseguiram? Através do método de trânsito, quando o brilho da estrela é ligeiramente reduzido em intervalos regulares por causa de objetos que passam entre ela e a Terra. 

A estrela TRAPPIST-1, pouco maior que Júpiter, tem cerca de 0,05% da luminosidade do nosso Sol, massa de aproximadamente 8% da massa solar e idade de apenas 500 milhões de anos. Vale lembrar que uma anã-vermelha, por consumir seu combustível mais lentamente (converter gás hidrogênio em hélio) vive cerca de 10 trilhões de anos! Ela é um recém-nascido de algumas horas, ou melhor, minutos. Nosso Sol, nessa metáfora, tem quase cinquenta anos.

Essa é uma ótima notícia. Não muito distante de nós temos exoplanetas potencialmente favoráveis à vida. Devido a grande radiação e ventos solares emitidos por sua estrela a maioria deles pode ter perdido a atmosfera. Se algum deles possuir grande núcleo de metal líquido em seu centro, o consequente campo magnético o protegerá, propiciando as condições para o surgimento da vida. 

Se algum deles tiver um efeito estufa ao extremo parecerá com o planeta Vênus, mas vamos torcer pelo melhor, dados que confirmem a presença de metano, uma atmosfera etc. 

Comentei que esses exoplanetas não estão tão distante de nós, mas isso é relativo: astronomicamente, não; Humanamente, sim. Trata-se do consumo de 1/3 da vida de alguém que vive 120 anos! São 40 anos de viagem numa nave espacial. Essa hipotética nave deve estar na velocidade-da-luz, algo escomunal e atualmente inconcebível! Numa sonda atual viajando a 60 mil km/h, por exemplo, chegaríamos no sistema TRAPPIST-1 em aproximadamente 700 mil anos!

Notícias como essa são fascinantes e podem ser históricas quando encontrarmos de modo inequívoco, vida. É válida a preocupação em criar tecnologia de propulsão ou técnica para deslocamento em alta velocidade com destinos intergaláticos, pois isso significa sobretudo a preservação da espécie. Mas o primordial é respondermos a idosa e intrigante pergunta: estamos realmente sós? E é exatamente isso que a equipe do Dr. Gillon e a NASA tenta fazer. Parabéns a todos os envolvidos!

Afinal, estamos sós? Acho que não. Estamos, por enquanto, presos nesse berço. Nem ao menos no nosso quintal podemos ir (estou me referindo a Marte, ou Europa, lua de Júpiter, ou Titã, lua de Saturno). Se não saímos ainda do limite do nosso quintal imagina a dificuldade em atravessar o quarteirão e chegar no outro lado da cidade! Mas podemos conseguir. 

Encontrar vida fora da Terra é apenas uma mera questão de tempo. 

Obs.: Parabéns também ao Google que fez uma pequena e bela animação no dia na página.


Texto e pesquisa:
Miguel Souto

sexta-feira, 26 de agosto de 2016

'PRÓXIMA B' - NOVO EXOPLANETA SEMELHANTE À TERRA ENCONTRADO

CONCEPÇÃO ARTÍSTICA EXOPLANETA
FONTE: ANALYSIS

Em uma das três estrelas no sistema Alpha Centauri, a Próxima Centauri - anã vermelha com 14% do diâmetro do Sol, localizada a 4,25 anos-luz - foi descoberto o Próxima b, novo exoplaneta com características similares ao nosso, sendo o mais próximo da Terra potencialmente habitável. 

Guillem Anglada-Escudé, pesquisador barcelonês da Universidade Queen Mary, em Londres, juntamente com sua competente equipe notaram a sua presença indiretamente, utilizando a técnica do efeito Doppler, detectando uma oscilação fraca no espectro de luz da Proxima Centauri, que se aproximava e se afastava da Terra a cada 11,2 dias.


Ele possivelmente é rochoso, tem massa de cerca de 1,3 vezes a da Terra, translação de apenas 11 dias e orbita a 7,5 milhões de quilômetros de Próxima Centauri. Proxima b tem uma "trava gravitacional", uma face sempre exposta para sua estrela e a outra na sombra. Se houver uma atmosfera, a temperatura pode variar de menos 30 graus Celsius no lado escuro e 30 graus Celsius no lado da luz.


Embora muito próximo de sua Estrela-Mãe, oito vezes mais próximo que Mercúrio do Sol, Próxima b está na zona habitável, pois a luz emitida por Próxima Centauri é bem inferior a do Sol. O Exoplaneta sofre de fluxos de raio-X aproximadamente 400 vezes maiores do que os que recebemos aqui na Terra, o que eliminaria sua atmosfera. Porém, segundo cientistas, depende de como e quando o planeta foi formado.


Essa é uma notícia astronômica surpreendente e promissora. No sistema de nossa vizinha Estelar há a possibilidade de encontrarmos um planeta com água líquida e até vida. Já temos portanto uma missão, quando efetivamente lançarmos no espaço sondas robóticas para Exoplanetas. 


O problema é a distância. Mesmo na velocidade da luz levaríamos 4,25 anos para alcançar Próxima b, mesmo viajando a incríveis 300 mil quilômetros por segundo. Lembrando que a luz percorre em um ano 9,46 trilhões de quilômetros, logo precisa cobrir a gigantesca distância de 40,205 trilhões de quilômetros.


Para termos uma noção dessa distância e da necessidade de novas tecnologias na exploração interestelar vamos fazer uma rápida análise: Recentemente a nave Juno ao se aproximar de Júpiter, atraída pela sua gravidade, atingiu a velocidade de mais de 250 mil km/h, entrando para o Guinness. Se enviássemos hoje, nessa mesma velocidade, uma sonda robótica para Próxima b, quanto tempo duraria a jornada? Depois de alguns minutos de contas simples (250 mil/h, 6 mil/dia, 180 mil/mês, 2,160 milhões/ano, 2,16 bilhões/mil anos etc) e muitos zeros, cheguei ao resultado aproximado: 19 milhões de anos!


Temos portanto um enorme desafio a ser superado para podermos explorar esse vasto e surpreendente Oceano Cósmico em busca de vida e/ou de novo lar para nossa espécie!



Texto e pesquisa:

Miguel Jr Arts 

terça-feira, 5 de julho de 2016

"JUNO" CHEGA A JÚPITER


ILUSTRAÇÃO JUNO

Depois de percorrer mais de 2.8 bilhões de quilômetros num período de cinco anos - foi lançada em em 5 de agosto de 2011 -, a sonda Juno chegou na madrugada desta terça-feira, dia 05 de julho, à órbita de Júpiter. Na época registramos aqui no blog esse acontecimento - meia década já se passou!

A nave sobrevoará Júpiter 37 vezes, o orbitando a 5.000 quilômetros da superfície.

 A cada 14 dias Juno vai se aproximar do topo das nuvens do planeta, colhendo dados. É a primeira sonda capaz de observar diretamente o que se passa embaixo das densas nuvens.

Ela tem como principal objetivo estudar a formação, composição do planeta,  seu imenso e fortíssimo campo magnético, e em última análise, revelar dados sobre a própria formação do Sistema Solar. A missão tem duração até fevereiro de 2018.

Parabéns a equipe da NASA e todos envolvidos nesse grande projeto! Breve teremos as melhores imagens possíveis e mais dados precisos desse gigante que quase se tornou uma estrela.

O nome da missão refere-se a deusa Juno, irmã e mulher de Júpiter (mitologia romana), capaz de ver através das nuvens.

Breve traremos mais dados, incluindo imagens inéditas disponibilizadas pela NASA.

Pesquisa: Miguel Jr Arts

quarta-feira, 14 de outubro de 2015

IMAGENS INÉDITAS DAS MISSÕES TRIPULADAS DA NASA

A NASA publicou no dia 4 de outubro, mais de 10 mil fotos das Missões Apollo em altíssima resolução.


APOLLO 11
CRÉDITOS: NASA

O grande trabalho para reunião e digitalização desses arquivos denomeados "Project Apollo Archive" teve início em 2004.

Agora podemos, junto com os astronautas, reviver esses grandes momentos inéditos e grandiosos de 1961 até 1972.


APOLLO 17
CRÉDITOS: NASA

Há pessoas que ainda não acreditam que pisamos na Lua em julho de 1969 e nos anos seguintes. Além de provas como medição de laser refletidos em espelhos deixados em seu solo, imagens dos locais de pouso feitos pela Sonda Lunar Reconnaissance Orbiter em 2011, agora temos centenas de registros em cores. Fica praticamente impossível alguém defender teorias da conspiração.

Parabéns a toda equipe que trabalhou na restauração desse fantástico e rico material visual, parabéns a NASA pela iniciativa em disponibilizar tais imagens, estimulando a curiosidade, o interesse e mesmo a exploração espacial.

Parabéns a cada um dos nossos heróis que se arriscaram no lançamento, durante a perigosa tragetória - a Apollo 13 nos lembrou disso -, o pouso dentre as crateras escuras, a caminhada repleta de poeira (e riscos), durante a saída do satélite natural, onde só havia uma única chance do motor funcionar, e a sempre perigosa reentrada. Parabéns!

Ainda não visualizei todas as imagens. O farei e não apenas uma vez. Separei para este artigo, uma imagem de duas grandes e marcantes missões: a primeira e a última. A primeira, mostrando o módulo e a Terra, nosso lar, nossa frágil casa rochosa, a 380 mil Km de distância. A segunda, revelando a grandeza de uma simples rocha e nossa insignificância perante a mesma e o ambiente sem atmosfera. Fantásticas imagens.

Confira todo o acervo aqui.

Obrigado.


Texto e pesquisa: 

Miguel Jr Arts

terça-feira, 29 de setembro de 2015

EXISTE ÁGUA SALGADA CORRENTE EM MARTE

MARS
FONTE: MIDIA/NASA

A NASA anunciou nesta segunda-feira (28) a descoberta de água salgada e corrente na superfície de Marte. Trata-se de córregos sazonais, que surgem quando as temperaturas estão acima de 23 graus Celsius (ºC), desaparecendo nas estações mais frias.  

Os cientistas criaram um método para decifrar o espectro dos pixels das imagens enviadas pela sonda Imagens da sonda MRO (Mars Reconnaissance Orbiter), já que não era possível distinguir a composição das estreias ou manchas escuras, que por sua vez, possuem 100 metros de comprimento e menos de 5 metros de largura. 

Eles chegaram a resolução de que existe sinais de minerais hidratados nessas encostas, uma ligação entre as estrias e os sais depositados com o fluxo de água salgada. Os depósitos de sal presentes nas manchas alteram o ponto de congelamento da água; Assim esta permanece em estado líquido por mais tempo. 

Considerando a ínfima pressão e a baixíssima temperatura, é inviável a permanência de água em estado líquido em Marte, porém dependendo de sua densidade e composição salina, além da estação, a água corrente é um fenômeno natural anual. Agora há provas disso, o que é maravilhoso.

Essa notícia suscita nossa curiosidade sobre vida microbiana, pois potencializa a chance de sua existência. É possível hoje encontrarmos extremófilos vivos nesses córregos? Há vida em Marte?

Breve descobriremos finalmente. Parabéns à NASA e todos envolvidos!


Texto: Miguel Jr Arts
Fontes de Pesquisa e referência: Diario do vale e Uol.


quarta-feira, 15 de julho de 2015

NEW HORIZONS CHEGA A PLUTÃO!

PLUTÃO
Crédito Imagem: NASA

Ontem, terça-feira (14) a sonda New Horizons chegou, após mais de 9 anos de jornada e 4,8 bilhões de Km percorridos, ao ponto mais próximo de Plutão. É a primeira vez que um instrumento humano chega a esse planeta anão.

Ela foi lançada em 19 de janeiro de 2006, com o objetivo de verificar a geologia de Plutão (que é considerado planeta anão), sua tênue atmosfera, suas luas, bem como mapear as superfícies.

A velocidade da sonda chegou a quase 50 mil Km/h e esta imagem foi feita a cerca de 12.500 km de distância.

Além de detalhes jamais vistos pelo Hubble, como o "Coração" (popularmente chamada a região clara da imagem), a sonda revelou que Plutão é efetivamente o maior objeto do Cinturão de Kuiper. Possui 2.370 Km de diâmetro.

Plutão possui cinco Luas: Caronte, Nix, Hidra, Cérbero e Estige. Estas quatro últimas foram descobertas durante a longa jornada. 

Ele foi descoberto em 1930 pelo astrônomo norte-americano Clyde Tombaugh (1906 - 1997). Suas cinzas estão a bordo da sonda espacial.

Plutão leva mais de 6 dias para completar sua rotação e 248 anos em sua translação.

Parabéns a NASA e a todos os envolvidos na missão. Ainda receberemos muitos dados relevantes e inéditos.


Texto e Pesquisa:
Miguel Jr Arts

Fonte: Wikipédia

terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

NOTÍCIA SOBRE MOTOR QUÂNTICO É FALSA


Surgiu na internet em vários sites a notícia de que o cientista Vladímir Leónov realizou com sucesso, testes num motor quântico experimental revolucionário. Cheguei a publicar aqui no blog, nesse artigo, parte das informações. Porém, após mais pesquisas, constatei que, infelizmente, exceto pela existência do cientista, o teste não procede.

Em todo caso, preservarei esse artigo, reeditando, pois me custou algum tempo para analisar dados sobre a Cassini e Voyager, além de calcular suas velocidades e tempo.

Quanto ao motor, que ainda não foi testado, a matéria alegava que ele decolaria verticalmente, e pesaria somente 54 kg, alcançando um impulso de 500 a 700 quilogramas-força, utilizando 1 kW de potência. Supostamente atingiria a aceleração de 10 a 12 G. Como explicou muito bem o site E-Farsas, não é verdade. 

Nave futurista
 Imagem origem: HDS

Atualmente, com a perigosa e pesada propulsão química, os foguetes atuais viajam a cerca de 18 Km/s ou 64.800 Km/h. 

Analisando as velocidades de deslocamento e duração de viagens

 Voyager 1
Imagem origem: NORTH

A sonda Voyager 1, lançada em 1977, que saiu da heliopausa, zona fronteiriça do Sistema Solar, para entrar no espaço interestelar, se desloca a cerca de 17 Km/s ou 61.200 Km. Há sites que afirmam que ela viaja a 45 ou mesmo 55 mil Km/h. Vale lembrar que a Voyager utilizou o recurso de assistência gravitacional, ou gravidade assistida, aumentando sua velocidade.

A Voyager estava em 2013, a cerca de 19 bilhões de Km da Terra. Uma foto capturada por ela e enviada para a Terra, mesmo na velocidade da luz,  chegaria 17 horas depois. 

Cassini
Fonte imagem: COMMONS

A Cassini foi lançada em 15 de outubro de 1997. Cinco meses depois recebeu um impulso extra de Vênus, aumento de velocidade de 7 km/s. Passou por ele de novo, e pela Terra, recebendo um incremento de 5,5 km/s em velocidade. A velocidade da sonda foi de 67,860 km/h.

Em 30 de dezembro de 2000 passou por Júpiter. Em 2004 chegou em Saturno, sua principal meta. Em  14 de janeiro de 2005 a Huygens entrou na atmosfera de Titã e aterrissou suavemente na superfície aproximadamente 2 horas depois. 

Resumindo: A Voyager 1 levou cerca de 36 anos para atingir 19 bilhões de quilômetros do Sol. A Cassini levou aproximadamente 6 anos pra atingir Saturno, cerca de 1,3 bilhão de Km. Muito tempo, mesmo com os incríveis 67 mil Km/h. 

Pra você ter uma ideia dessa hiper velocidade, é como se saíssemos de Aracaju - Sergipe e chegássemos em Portugal - Lisboa em apenas pouco mais de 7 minutos e meio! A viagem de 9.500 Km de avião dura 12 horas!

Segundo a matéria seria possível  chegar em Marte em 42 horas e apenas 3,6 horas para alcançar a Lua. Lamentavelmente não é verdade.

Quem sabe, quando efetivamente criarmos um motor quântico funcional, e antes de 2050, poderemos tirar uns selfies nos anéis de Saturno ou mergulhar nos oceanos de Europa ou esquiar em Titã (talvez exagerei um pouco). 

A vantagem é que, quanto a Marte, não ficaremos 9 meses sob efeito nocivo da micro gravidade, perdendo massa  óssea etc. Serão apenas alguns dias ou semanas, a depender do sistema de propulsão.

Minha preocupação é quanto a força G. Pessoas comuns suportam tranquilamente 5G, já os militares treinados podem encarar até 9 G ou mesmo 10 G, porém em curto espaço de tempo antes de perder a consciência. Um "estabilizador de inércia" (termo que criei em meu roteiro "2118 - Recomeço" para anulação interna de velocidade, resolveria o problema. Vamos aguardar.

Em tese toda informação na internet deve ser reavaliada e verificada sua autenticidade. Quando está divulgada em grandes sites, as vezes somos induzidos a acreditar, o que ocorreu. 

Esperamos que uma notícia similar ocorra em breve, porém com provas reais.


 Texto e pesquisa:
Miguel Jr Arts

Fontes adicionais Wikipedia 
WP